SOBRE O PROJETO

O UK PACT é um programa do International Climate Finance (ICF), financiado pelo Department for Business, Energy and Industrial Strategy (BEIS) e pelo Foreign and Commonwealth Office (FCDO) do Reino Unido, que destinou £60 milhões para projetos que endereçam a mudança do clima. Na linha Greening Financial Systems (GFS), a WayCarbon em parceria com a 2Degrees Investing Initiative desenvolveu o projeto Mainstreaming Climate Risk Assessment in Credit Operations of Brazilian Development Banks, pioneiro na integração de riscos climáticos físicos e de transição​ e na aplicação de uma lente transversal de DEI​ (diversidade, equidade e inclusão).
O projeto visa impactar a América Latina​ através de uma metodologia replicável​ e passível de expansão que permita aos Bancos de Desenvolvimento (BDs) cumprir com as Resoluções do Banco Central enquanto protegem suas carteiras de crédito, ​direcionam investimentos a setores resilientes e agem como indutores de boas práticas. O projeto possui como principais resultados: um framework para uma análise de riscos físicos e de transição, uma ferramenta de avaliação de riscos climáticos para análise de cenários em setores-chave, e um curso online de capacitação para os BDs utilizarem a ferramenta e se apropriarem do conhecimento do projeto.
A ferramenta tem uso sugerido exclusivo para Bancos de Desenvolvimento da América Latina e permite a estas instituições compreender, avaliar e monitorar os riscos climáticos de suas carteiras de crédito de modo que estes possam ser incorporados nos processos de tomada de decisão, impactando as métricas financeiras da instituição. Os setores incluídos na ferramenta contemplam: agropecuária (cultivo de café, soja e cana-de-açúcar; e criação de bovinos, suínos e aves), energia (geração de energia solar​, eólica e hidrelétrica, e linhas de transmissão​), indústria da transformação (fabricação de álcool e/ou açúcar, laticínios​ e peças e acessórios para veículos automotores​) e infraestrutura (portos​, aeroportos​, rodovias e saneamento).

OBJETIVO DO CURSO

O curso de capacitação para uso da ferramenta de avaliação do risco climático para Bancos de Desenvolvimento tem como objetivo instruir equipes de instituições financeiras de desenvolvimento para que estas se apropriem do conhecimento produzido no projeto e, assim, sejam capazes de utilizar, com o apoio do framework, a ferramenta de avaliação de riscos climáticos físicos e de transição disponibilizada em Excel.
  • CURSO 1: Introdução à Avaliação de Risco Climático

    Este curso apresenta o escopo e o contexto do projeto, o contexto da sustentabilidade, os componentes de avaliação do risco climático e a governança do risco climático nas instituições financeiras.

  • CURSO 2: Ferramenta de Avaliação de Risco Climático

    Este curso apresenta a metodologia aplicada na ferramenta, a integração da avaliação do risco climático no processo de concessão de crédito e, por fim, são disponibilizados materiais complementares para estudo.

FACILITADORES

  • Laura Albuquerque

    Laura é Doutoranda em Engenharia da Produção e Mestre em Planejamento Energético e Ambiental e Engenheira Química pela UFRJ, foi professora convidada na Fundação Dom Cabral para gestão Estratégica de Petróleo, Gás e Renováveis e possui mais de 12 anos de experiência em gestão de mudança do clima como consultora ambiental em multinacionais e no Banco Mundial para Revisão de Políticas e Planos de Ação sobre mudanças climáticas, além de ter coordenado um grupo de trabalho com foco nas Recomendações da TCFD. Na WayCarbon, gerenciou a área de Finanças Sustentáveis e atualmente é gerente sênior da Consultoria.

  • Melina Amoni

    Bacharel em Geografia e mestre e doutora em Tratamento da Informação Espacial pela Universidade Católica de Minas Gerais, desenvolveu sua tese com o objetivo de avaliar os sinais, cenários e impactos das mudanças do clima em áreas urbanas. Com a sua experiência com climatologia e vulnerabilidade às mudanças do clima para cidades e setor privado no Brasil e América Latina, atua como gerente de risco e adaptação na WayCarbon desde 2015 e é líder do MOVE - ferramenta de avaliação e gestão de riscos associados à mudança do clima, desenvolvida pela WayCarbon. 

  • Gregory Pitta

    Gregory é Especialista em Dados, formado em Ciências Econômicas pela FGV e em Ciências Biológicas pela USP e mestre em Ciências. Atualmente cursa MBA em Ciência de Dados pela Escola Politécnica da USP. Com essa bagagem multidisciplinar, hoje desenvolve modelos e análises para tentar encontrar possíveis respostas para a questão de onde se dão os maiores impactos das mudanças climáticas.​ Em paralelo, coordena a entrega técnica de insumos para o MOVE, plataforma de avaliação de Riscos Climáticos da WayCarbon.

  • Nathalia Pereira

    Bacharel em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo e especialista em Gestão de Empreendimentos Culturais pela PUC Minas, atua em sustentabilidade corporativa, em temas como finanças sustentáveis, governança, estratégia ESG, e intraempreendedorismo.​ Com experiência em pesquisa e advisory em sustentabilidade corporativa e em Estratégia ESG, é consultora da WayCarbon na equipe de Finanças Sustentáveis, apoiando instituições no alinhamento à TCFD, construção de matriz de risco climático, e projetos estruturantes para a gestão do risco climático no setor financeiro.​

  • Larissa Yumi Kuroki

    Larissa é Engenheira Ambiental pela UNESP, pós-graduada em Gestão Ambiental e mestranda em Ciência e Tecnologia Ambiental na UFABC. Já foi educadora ambiental e membro do programa de informação ao consumidor junto à UN Environment (UNEP), tendo atuado com a coordenação de projetos em sustentabilidade e possui experiência em temas como estratégia ESG, economia circular, pegada de carbono, consumo consciente e ODS. Na WayCarbon, atua na área de Finanças Sustentáveis.

FAQ

  • Qual o público-alvo deste curso?

    Este curso é voltado para equipes responsáveis pela análise de crédito, equipes de sustentabilidade e outras áreas de Instituições Financeiras de Desenvolvimento (Bancos de Desenvolvimento e Agências de Fomento) da América Latina que estejam engajadas ou tenham a intenção de desenvolver conhecimento sobre a avaliação de riscos climáticos (físicos e de transição) em operações de crédito.

  • Como posso me inscrever?

    Acesse www.esgacademy.com.br/fale-conosco e preencha o formulário com seu nome completo, e-mail corporativo e instituição. Seu cadastro será realizado em até dois dias úteis. Ressaltamos que o curso é limitado a colaboradores de Instituições Financeiras de Desenvolvimento (como Bancos de Desenvolvimento e Agências de Fomento).

  • O curso possui algum custo?

    Não, o curso é gratuito, porém é limitado a Instituições Financeiras de Desenvolvimento (Bancos de Desenvolvimento e Agências de Fomento).

  • Há uma base teórica e um suporte para uso da ferramenta?

    Sim, materiais de apoio serão disponibilizados junto à ferramenta e prevê-se o oferecimento de suporte para uso da ferramenta ao longo de seis meses após a entrega do projeto.

  • A ferramenta é capaz de executar testes de estresse em todas as indústrias e lidar com clientes que possuem múltiplos processos de produção em diferentes localidades?

    Não, a ferramenta foi projetada para avaliar o risco climático de uma determinada operação em uma localidade específica. Isto é, a visualização da carteira de crédito como um todo não é objeto da ferramenta e, portanto, a premissa é analisar cada uma das linhas de produção separadamente, considerando apenas um produto por vez em setores-chave cobertos pela ferramenta - sendo estes: agropecuária (cultivo de café, soja e cana-de-açúcar; e criação de bovinos, suínos e aves), energia (geração de energia solar​, eólica e hidrelétrica, e linhas de transmissão​), indústria da transformação (fabricação de álcool e/ou açúcar, laticínios​ e peças e acessórios para veículos automotores​) e infraestrutura (portos​, aeroportos, rodovias e saneamento).

  • Por que esses subsetores específicos foram escolhidos?

    Tais setores foram escolhidos com base na relevância em termos de valor de projeto e número de projetos nas carteiras de crédito dos dois beneficiários diretos do projeto (BNDES e BDMG), mas também buscando refletir da melhor forma os setores mais relevantes para outros bancos de desenvolvimento do país.

  • O menor risco climático se traduz em menor risco de crédito?

    Não necessariamente. Esta relação depende do setor de atividade da operação, ou seja, cada setor possui um risco físico e um risco de transição ponderado de forma diferente. O consenso é que a mudança climática impacta de alguma forma a probabilidade de inadimplência; muitos prejuízos já foram quantificados, mas ainda há necessidade de pesquisa para definir dos canais de transmissão para o índice de risco de crédito.

  • Como e em qual etapa da avaliação de risco de crédito ou do risco socioambiental a ferramenta pode ser utilizada?

    Depende da maturidade da instituição e, portanto, existem diversas maneiras de realizar essa incorporação. Uma abordagem para tal consiste na integração nas métricas de crédito integrando efetivamente o risco climático com o risco de crédito por meio de ajustes no rating do mutuário. Outra abordagem consiste em fornecer informações qualitativas que podem ser integradas nos relatórios de classificação de crédito através de texto explicativo oferecidos pela ferramenta que resumam o significado do índice de risco climático de forma a permitir seu uso como input para o relatório de análise de crédito.

  • A ferramenta atende às resoluções do Banco Central sobre avaliação e gestão de riscos climáticos?

    A ferramenta fornece insumos para atender às demandas regulatórias do Banco Central pois oferece um índice de risco climático geral, físico e de transição (gerado através da seleção de diferentes cenários climáticos, horizontes temporais e com granularidade regional por municipalidade) acompanhado de outras informações específicas necessárias para respaldar e cumprir parcialmente as tabelas e resoluções do BACEN. Vale ressaltar, porém, que como já foi dito anteriormente, existem limitações como os setores produtivos inclusos na ferramenta, bem como a variação entre a maturidade de cada instituição nesta área.